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Combater roubo de cargas: fique atento

A indústria do roubo de cargas no Brasil ultrapassou a incrível marca de 1 bilhão de reais em 2015. Para todo os setores relacionados representa grande preocupação e para os trabalhadores que estão à frente dos bandidos, além das condições ruins que o país oferece para o exercício, ter que lidar com a ameaça à vida é realmente assustador quando se observa os dados. Vamos analisar como a sociedade tem se arregimentado para combater tamanho roubo de cargas.

combater o roubo de carga
Divisão do roubo de cargas por região do Brasil

Onde se rouba mais

Naturalmente, o Sudeste concentra a imensa maioria dos incidentes pois é a região onde se aglomeram os principais centros urbanos e concentra a maior força industrial e de serviços do Brasil. Desfrutamos dos resultados de décadas de migração e concentração urbana sem planejamento, oriunda de planos políticos que privilegiaram certas indústrias em detrimento de outras, especialmente após os anos 50: o sistema viário ganhou toda a prioridade e hoje encabeça estatísticas absurdas de acidentes e roubos. Minas Gerais, por exemplo, é o estado com a maior malha viária do país.

A inteligência para solucionar

O Sudeste deu grandes passos no combate a este tipo de crime ao analisar dados e verificar causas e canais de atuação da criminalidade. Era de se esperar que a região tomasse a frente do combate, pois é a força motriz do país e concentra simplesmente metade de todos os roubos do Brasil.

Apesar dos maiores números absolutos, São Paulo não foi o estado com o maior aumento registrado, pois no Rio os números quase dobraram de 2013 para 2014. O estado dos paulistas conseguiu abater drasticamente seu índice conjugando esforços com Minas Gerais, possibilitando que delegacias atuem conjuntamente, coordenando as inteligências e informações para soluções mais contundentes.

Lei dos Desmanches

A primeira ação efetiva foi a criação e aprovação da Lei 15.276 em São Paulo que cria regras claras de funcionamento dos desmanches inclusive para manipular peças que podem danificar o ambiente, além de punir severamente aqueles que não provarem a procedência das peças. Já nos primeiros meses de vigor a lei conseguiu índices na casa de 12% menos crimes em toda a cadeia logística, do furto de veículo até . A lei paulista serviu de base para o decreto 8.614/2015 que complementa a Lei 121/2006 instituindo a Política Nacional de Repressão ao Furto e Roubo de Veículos e Cargas que se concretizaria na criação de um sistema nacional robusto de controle.

Outra conquista foi a Lei que proíbe a comercialização e uso dos bloqueadores de sinal de GPS e celulares, os jammers, ferramentas de trabalho dos bandidos para camuflar a localização dos caminhões e demais veículos roubados.

risco em roubo de cargaGerenciamento de Risco

Mesmo com tais vitórias, uma área específica da Administração vem ganhando voga nas empresas: o Gerenciamento de Risco. Para reagir à altura das estatísticas, já é hábito até nas pequenas empresas dimensionar a melhor solução com seu parceiro de segurança.

“As empresas investem como podem em todas as tecnologias disponíveis” diz o Coronel Paulo Roberto de Souza, assessor na Associação Nacional de Transporte de Carga & Logística.

Principais pontos de investimento

  • Gerenciamento dos veículos em movimento: o rastreamento vai muito além do serviço pago a empresas de satélite e GPS, mas com determinação de rotas que priorizam segurança, resultado de esforço em coordenar informação até mesmo para as paradas.
  • Proteção dos depósitos: análise dos dados do local, inserção de dificultadores e obstáculos para os roubos. Quanto maior, mais complexos os sistemas.
  • Investimento em Recursos Humanos: além de manter controle sobre o dia-a-dia e comportamento, as empresas precisam ganhar profundidade nos Recursos Humanos, como setor estratégico que compreende a vida dos colaboradores em plenitute.
  • Investimento nos controles dos sistemas de comunicação: transformar dados em informação para tomada de decisão é fundamental. Monitorar e facilitar para todos os elos da cadeia o trânsito de informação em tempo real é estar um passo à frente dos bandidos.

Inteligência aplicada

O setor que cuida da contratação de seguros é crítico nas empresas que transportam cargas. O seguro pode ser obrigatório, mas ainda se constata que muito do prejuízo, que nos últimos dois anos ultrapassou os 2 bilhões de reais, se perde por apólices mal dimensionadas.

Temos quase uma dezena de modalidades que oferecem opções de acordo com percurso, países, tipo de carga e rota, que podem evitar perdas e danos, além de futuras dores de cabeça com processos que se arrastam por longos anos. Mais uma vez, o ideal é ter um parceiro como a Uniforte para monitorar todas as mudanças e atualizações de leis e automatizar seus processos!

Que tal pedir um atendimento sem compromisso para que conheçamos o seu caso?

Fonte: Diário de São Paulo, fretecomlucro.com, IBGE.